quarta-feira, 17 de abril de 2019

Leiturinhas interessantes dos últimos tempos




Sou bem eclética nas minhas leituras e acho que ando lendo bastante e livros bem interessantes ainda por cima. A meta de 2019 é superar os 44 livros lidos em 2018. Então, por que não compartilhar alguns comentários sobre o que andei lendo que me chamou mais atenção? :)


O Xará - Jhumpa Lahiri

Acho que esse livro caiu como uma luva para mim, era exatamente o que eu estava precisando ler nesse momento da vida. O livro conta a história de Gógol Ganguli, americano filho de pais indianos que migraram para os Estados Unidos. Registrado com um nome russo que muito o incomoda - Gógol - o personagem luta para se encaixar entre duas culturas tão diferentes, entre os anseios dos pais e as vontades próprias. A narrativa, simples, inicia com a história dos pais de Gógol, Ashima e Ashoke. Ashima, a mãe de Gógol, tem dificuldades para se adaptar ao novo país, à nova cultura e à distância da família e do que ela considera seu lar. Qualquer um que tenha passado algum tempo longe de casa ou que já tenha experimentado de algum modo uma cultura muito diferente da sua, consegue se identificar um pouco com os sentimentos de Ashima.
Com o avanço do tempo e da história, acompanhamos o desenvolvimento de Gógol, suas mudanças para estudar e trabalhar, as pessoas que ele encontra, as transformações que ele e as pessoas ao seu redor sofrem com os anos e as perdas ao longo da vida. Acho que é impossível não sentir um pouco de empatia com a forma de pensar de Gógol e dos outros personagens que cruzam o caminho dele.
O livro narra de modo sagaz a passagem do tempo e a maturidade dos personagens. É encantador perceber como a vida e nossa forma de pensar, sentir e agir estão em constante mutação, de modo inexóravel, independente da nossa vontade. Aceitar as mudanças da vida é uma das melhores formas de seguir em frente na minha opinião e acompanhar as mudanças na vida desses personagens tão complexos, tão ricos e tão parecidos com qualquer um de nós, com seus sentimentos contraditórios e suas incertezas, é uma forma interessante de assimilar e aceitar as mudanças nas nossas próprias vidas, nos nossos sentimentos e nos sentimentos e atitudes dos que estão ao nosso redor e - talvez e principalmente - uma forma interessante de lidar com as perdas da vida, sejam perdas decorrentes da morte dos que amamos, sejam perdas porque as pessoas precisam seguir um caminho diferente do nosso.
Acho que a forma mais resumida de definir esse livro é “um livro sobre as mudanças da vida”.


Pequenas atitudes, grandes mudanças: Microrresoluções para transformar sua vida - Caroline L. Arnold

Esse livro de não-ficção de leitura rápida apresenta a teoria de que para mudar hábitos podemos adotar as microrresoluções, que são pequenas rotinas impossíveis de não conseguir cumprir que com constância a longo prazo trazem grandes benefícios na nossa vida. Achei que segue a mesma linha do “O poder do hábito” sem todas as pesquisas e estudos desse. Precisamos identificar as deixas que podem desencadear determinado comportamento que queremos mudar ou inserir e a partir daí estabelecer uma rotina pequena, direta e fácil de cumprir que nos leve a mudanças duradouras. A autora dá vários exemplos especialmente em relação à alimentação, organização e prática de exercícios. Estabeleci algumas microrresoluções que consegui implementar com sucesso. Algumas outras ainda estou me esforçando para adotar.


Sal, Açúcar, Gordura: Como a indústria alimentícia nos fisgou - Michael Moss

Estou em um processo de mudanças de hábitos alimentícios - acho até que eu deveria escrever sobre isso - então esse livro também veio no momento certo. O autor mostra como a indústria de alimentos americana vem, ao longo de anos, manipulando com sal, açúcar e gordura, os alimentos industrializados para vender mais em detrimento da saúde das pessoas. É um retrato assustador de como empresas tentam nos viciar em seus produtos e como muito do que é fabricado no setor de alimentos é prejudicial. Nosso paladar está sendo moldado para consumir quantidades inacreditáveis de sal, açúcar e gordura e pouco está sendo feito para mudar isso.
Claro, o livro é focado na indústria americana que é muito mais rica em alimentos altamente processados e industrializados (e absurdamente baratos em geral) do que a nossa. Mesmo assim acho que o alerta é muitíssimo válido. Fica a dica para prestar mais atenção nos rótulos e no que escolhemos para matar a nossa fome. Em nome do comodismo estamos optando por opções que nem deveriam ser chamadas de “comida”.
Depois da leitura e no meu atual estágio de mudanças de hábitos, lamento muito que a indústria não seja obrigada a informar o teor de açúcar, gordura e sódio na embalagem dos produtos.


segunda-feira, 25 de março de 2019

Por que eu acredito que enriquecer é uma questão de escolha?



“Enriquecer é uma questão de escolha” é uma máxima sempre utilizada pelo Gustavo Cerbasi (autor de diversos livros sobre finanças pessoais dentre eles “Casais inteligentes enriquecem juntos”) com a qual eu concordo em gênero, número e grau. Admiro muito o Gustavo Cerbasi e acho as reflexões que ele faz nos livros e nos vídeos no youtube muito ponderadas, razoáveis e assertivas, prezando pela simplicidade. Repito essa frase dele para mim mesma e para todos que conheço e acredito firmemente na mesma. No entanto, vejo incredulidade nas pessoas que me ouvem repetí-la e não compreendo, pois para mim, apesar de sábia, é uma afirmação óbvia.

Resolvi me dar ao trabalho de ponderar sobre os motivos que me fazem crer na veracidade de tal afirmação. Talvez uma tentativa de, com o desconforto gerado pela minha reflexão, fazer outras pessoas enxergarem também. Vamos lá então enumerar esses motivos:

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando faz escolhas de consumo impensadas ou ruins. Aquela compra por impulso. O presente comprado de última hora sem pesquisa de preços. A blusinha desnecessária na vitrine da loja por um preço irresistível. Mais um batom para se juntar à todos que você já tem e quase nem usa. O chocolate adquirido no bar próximo ao trabalho no meio da tarde, muito mais caro que o do supermercado. Etc.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando prefere conforto desnecessário em diversas situações. Pegar um uber em dia de chuva. Percorrer de carro um trajeto que poderia ser feito de bicicleta. Um banho mais longo do que o necessário. A manicure que poderia ser feita em casa.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando tem preguiça de controlar os gastos. O pensamento de que é muito chato anotar e revisar os gastos diários e mensais na busca por itens que não fazem sentido e poderiam ser cortados.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando tem vergonha de pechinchar e quando não busca alternativas mais baratas. Aquela recusa em sair do banco que cobra uma cesta de serviços absurdos que você nem usa. A preguiça em negociar - e talvez se estressar um pouco - as tarifas de serviços. Trocar o supermercado por um mais barato. A resistência em substituir o cartão de crédito por outro sem anuidade ou com anuidade mais baixa.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando não paga a fatura integral do cartão de crédito. Nem preciso falar dos juros altíssimos dos cartões de crédito, pauta sempre constante em noticiários de economia. A propósito, o que são mesmo todas aquelas parcelas e pequenos valores que somados representam a conta total? Você lembra?

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando paga por serviços que não utiliza. Seja a academia, o plano do Spotify ou o jornal que se acumula em casa sem ser lido.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando precisa comprar algo porque teve um dia difícil ou mesmo porque está muito feliz já que tudo deu certo. Será que não tem uma forma gratuita de se recompensar em momentos de felicidade ou de tristeza? Será que a companhia de alguém que se gosta, um tempo ao ar livre ou mesmo uma atividade relaxante em casa não podem ser uma compensação mais plena e que ainda gerará memórias muito melhores e mais duradouras do que uma mera compra que você nem lembrará daqui um mês?

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando reclama do salário, mas não faz nada para ter uma renda extra. O eterno o que você está fazendo no seu período livre? Esse tempo está sendo bem empregado? Você está buscando meios de ganhar mais dinheiro, se não agora, pelo menos no futuro?  Reclamar não vai levar a nada, é preciso se mexer para fazer algo por si mesmo, pois ninguém mais fará. Infelizmente, vivemos em um país desigual, temos sérios problemas econômicos e sociais que não se resolverão da noite para o dia. É preciso que cada um faça um esforço individual e busque melhores alternativas para si.

Você escolhe ser pobre ao invés derico quando não sabe dizer não. Seja para o convite para um restaurante cuja conta você não pode arcar, seja para o vendedor insistente. Não é feio dizer que não tem dinheiro, que se está economizando para atingir outro objetivo ou que não se pode/quer gastar tanto seja para amigos e familiares, seja para vendedores. O feio é gastar um dinheiro que você não possui e que fará falta ou que poderia ter um uso melhor somente porque é o socialmente esperado. Se você se sente desconfortável dizendo não, pense no desconforto de ver seu dinheiro ganho com esforço indo pelo ralo em algo que não faz pleno sentido para você.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando pretende ser alguém que você não é. A eterna frase de que consumismo é comprar coisas que você não precisa, com o dinheiro que você não tem, para impressionar pessoas que você não conhece, fingindo ser uma pessoa que você não é.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando não vive um degrau - ou mais de um - abaixo do que a sua renda permite. É muito fácil subir os degraus quando nos deparamos com um aumento de renda. No entanto, descer um degrau em um momento de aperto será muito mais difícil. Simplicidade é tudo.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando espera ganhar determinado valor para começar a investir. Investimento é questão de disciplina, não de nível de renda. Quem não aprende a fazer sobrar e investir com qualquer renda, não vai investir nunca.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando tem preguiça de se educar financeiramente. Acha chato estudar sobre finanças pessoais e investimentos porque acha que é difícil, porque acha que precisa ser bom em matemática, porque ninguém nunca ensinou, porque tem medo de sair da zona de conforto. A pergunta que fica é: você já tentou?

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando poupa o que sobra depois de gastar ao invés de gastar o que sobra depois de poupar. Percebe a sutil diferença? Ter metas claras de poupança mensal fazem toda a diferença.

Você escolhe ser pobre ao invés de rico quando, ao se deparar com uma compra em potencial, não se pergunta “eu quero?”, “eu preciso?” e “eu posso?”. Caso se perguntasse e fosse sincero ao responder, ao chegar no preciso e posso, provavelmente desistiria da compra.

Não estou dizendo que todos os exemplos que drenam partes do nosso dinheiro que apresentei acima devem ser banidos em definitivo das nossas vidas. Somente digo que as nossas decisões de consumo precisam ser decisões de consumo ponderadas, tomadas racionalmente, com base em escolhas que nos tragam benefícios reais pelo que estamos pagando. Temos que dar valor a cada centavo que ganhamos. Saber que cada real que gastamos com algo representa não apenas aquele produto ou serviço que desejamos ter, mas representa também - e principalmente - algo do qual abrimos mão, seja porque estamos deixando de adquirir algum outro bem, seja porque estamos “menos ricos”. Tudo bem gastar o nosso dinheiro, que trabalhamos duro para ganhar, com algo que nos faz feliz. O problema surge quando não temos consciência da magnitude que aquele gasto ou aquela decisão representa na nossa vida, o que estamos abrindo mão a partir dela e qual o impacto que ela pode ter.

Fonte da imagem: https://pixabay.com/pt/photos/dinheiro-moeda-investimento-2724241/

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

15 Dicas para planejar uma viagem sozinho(a)



Eu costumo viajar sozinha e esse fato parece surpreender bastante muitas pessoas ao meu redor, ainda mais quando digo que não faço pacotes, eu mesma compro minhas passagens, escolho minha hospedagem e monto meus roteiros de modo independente. Afirmo que é fácil e tranquilo, possível para qualquer um.  Então aqui vão algumas dicas que acho fundamentais ao planejar uma viagem (seja sozinho, seja acompanhado) e sites que utilizo muito nas minhas pesquisas e planejamento:


1) TripAdvisor

TripAdvisor (https://www.tripadvisor.com.br/) é meu melhor amigo em viagens desde que o conheci. É um site com avaliações de hotéis, atrações e restaurantes em todo o mundo. Sempre entro para verificar as avaliações de hostels e restaurantes que tenho intenção de ir, além de verificar as atrações das cidades que visito de modo organizado, com fotos e comentários de outros viajantes.


2) Hostelworld

Hostelworld (https://www.hostelworld.com/ ou https://www.brazilian.hostelworld.com/ para a versão em português) é meu site principal para pesquisar hostels em qualquer local. Posso classificar os hostels por preço ou verificar um mapa com a localização de todos. Nele encontra as avaliações de outras pessoas que se hospedaram naquele local, além de ver as fotos do estabelecimentos, os tipos de quartos que eles oferecem (com os preços e número de camas), as facilidades e a disponibilidade nas datas que desejo. Já reservei diversas vezes pelo Hostelworld (no Brasil e no exterior) e sempre deu tudo certo. É preciso ter cartão de crédito e pagar uma pequena porcentagem do valor total da estadia no momento da reserva (o restante é pago diretamente no estabelecimento). Outras vezes utilizei o Hostelworld apenas como mecanismo de busca reservando diretamente no site do hostel (quando o preço era mais vantajoso dessa forma).


3) Maxmilhas

Maxmilhas (https://www.maxmilhas.com.br/) é um daqueles sites em que é possível comprar passagens emitidas com milhas de outras pessoas e pagar em dinheiro por isso. Já comprei e deu tudo certo, o pagamento foi confirmado em minutos e a passagem emitida quase imediatamente à minha compra. O atendimento deles também é excelente e a empresa é muitíssimo bem avaliada no Reclame Aqui (https://www.reclameaqui.com.br/empresa/maxmilhas/?q=maxmil).


4) Google Flights


O Google Flights ou Google Vôos é um mecanismo de busca de vôos do próprio Google que também utilizo muito. Ele busca passagens e encaminha o usuário para compra diretamente no site da companhia. É muito prático e rápido fazer a pesquisa.


5) Seguro Viagem

Felizmente nunca precisei utilizar o seguro viagem durante uma viagem internacional, mas sempre faço questão de fazer e viajar tranquila (lembrando ainda que para a Europa é obrigatório fazer seguro viagem). Costumo comprar na VitalCard (https://www.vitalcard.com.br/) diretamente pelo site, os preços sempre foram muito atrativos. Na última viagem para a Europa no entanto, achei os preços da VitalCard muito salgados e acabei adquirindo o seguro da Ita Travel Card (https://www.itatravelcard.com.br/) que estava com um preço excelente. Como disse, nunca utilizei de fato o seguro, então posso avaliar apenas a experiência de compra que foram ambas muito positivas. Independente da empresa escolhida, é muito fácil adquirir um seguro viagem diretamente com a seguradora pela internet, não é necessário contratar um serviço de empresa de turismo apenas para isso.


6) Flixbus e Megabus

Utilizei os ônibus da Flixbus (https://www.flixbus.pt) em deslocamentos pela Europa e da Megabus (https://www.megabus.com/) nos Estados Unidos. Tudo sempre deu certo. A Flixbus tem até mesmo site em português. É possível comprar passagens com antecedência (compro antes de viajar mesmo). São ônibus econômicos e simples, não espere grandes confortos, mas para viagens econômicas são perfeitos. Os preços das passagens variam conforme a disponibilidade e tendem a ficar mais caros quanto mais próximo da data, por isso planejar com antecedência é a melhor escolha. Há um boa oferta de horários e eu pelo menos não enfrentei atrasos. Nos três trechos que realizei com a Flixbus não houve nenhuma implicância com o tamanho ou peso da minha mala (embora no site tenha medidas e peso recomendável).
Para viagens dentro da Europa acho muito interessante considerar fazer os deslocamentos por terra e se livrar de todos os procedimentos de aeroporto, inclusive o tempo que se leva para chegar nos aeroportos, usualmente distantes dos centros das cidades.


7) Mapa offline

Baixar antes de viajar um mapa offline e o pacote de mapas das cidades que vai visitar é a melhor pedida para evitar imprevistos com internet. Na última viagem utilizei o Here We Go que além do mapa, me dava (mesmo offline) as opções de trajetos de transporte público para chegar em qualquer lugar. Apenas uma vez em Berlim ele não me mostrou um trajeto de metrô que, voltando, percebi que teria sido mais simples para chegar até o zoológico da cidade. Outra vez em Bruxelas ele não estava conseguindo atualizar a minha localização no mapa (não sei se era problema no aplicativo ou no GPS do smartphone). Mesmo assim creio que foram questões pontuais, pois utilizei o app exaustivamente e com sucesso.


8) Estude o mapa de metrô e o sistema de transporte público

Se estiver fazendo uma viagem para cidades grandes com redes de metrô complexas, gaste algum tempo antes da viagem estudando o funcionamento do transporte público da cidade. Olhe o mapa do metrô (eu gosto de levar uma cópia impressa para imprevistos, além de salvar no celular), entenda as linhas principais e memorize as linhas e o nome da estação mais próxima do seu hostel/hotel. Pesquise sobre o funcionamento de ônibus e trens. Quanto mais tempo você gastar estudando o transporte, mais fácil ficará usá-lo quando chegar a hora. Verifique os custos de transporte para planejar seus gastos e faça cálculos do que é mais vantajoso caso a cidade oferte passes diários e/ou semanais.


9) Viaje com pouca bagagem

Para mim, a pior parte de viajar é carregar a bagagem. Utilizando transporte público, algumas vezes é exaustivo ter que carregar todos os quilos de tralhas que julgamos imprescindíveis para a viagem, mas que geralmente não usamos. Por favor, por favor, pense muito bem na quantidade de coisas que você vai levar. Desapegue da ideia de que é feio repetir roupa: especialmente em clima frio, é perfeitamente possível trocar apenas as camisetas de baixo por vários dias. O mesmo vale para calçados, eu levo apenas tênis em viagens. Casaco em clima frio? Leve UM, o mais grosso que possuir. Se há chance de encontrar neve, o melhor material é nylon. Também não leve acessórios em número excessivo, são mais coisas para organizar e provavelmente você acabará com preguiça de ficar trocando e guardando cada coisa e usará sempre os mesmos. Exemplo, gosto muito de lenços, mas levo apenas UM dos favoritos por viagem para clima frio. O mesmo vale para brincos (no máximo dois) e anéis.
Uma vez ainda li a dica de que após selecionar tudo que pretendemos levar em uma viagem, devemos retirar metade e levar o resto. Sou minimalista para malas então sempre seleciono pouca coisa, mas tenho adotado essa ideia de retirar algumas peças e sempre confirmo que elas não fizeram falta nenhuma.
Dica extra: leve uma doleira, aqueles “sacos” de colocar dinheiro por dentro da roupa na cintura.


10) Faça um cálculo de gasto diário e se mantenha fiel a ele

Faça o planejamento financeiro da sua viagem. Viagem não é desculpa para gastar como se não houvesse amanhã. Calcule uma média diária de quanto você precisará para entradas em atrações e alimentação e se mantenha fiel a esse cálculo. Se gastou muito em um dia, compense no outro. Não acredite na falácia do “quem converte, não se diverte”. Aceite que tudo cotado em dólar, euro ou outras moedas fortes será mais caro do que o equivalente no Brasil (mesmo um simples café), mas tenha uma noção do quanto está pagando por cada coisa e do quanto precisou trabalhar para ganhar esse valor.
Uma boa ideia é dar uma pesquisada no Quanto Custa Viajar (https://quantocustaviajar.com/) que dá algumas estimativas de gastos em diversas cidades do mundo, mas não confie cegamente nessas estimativas, pondere se elas estão adequadas para a sua realidade.


11) Pesquise a forma mais econômica de sair/chegar no aeroporto

Gastos com transfer ou táxi no aeroporto podem encarecer muito sua viagem. Sempre há uma maneira barata ou pelo menos mais econômica de chegar nos aeroportos. Lembre que muitas pessoas trabalham lá e essas pessoas precisam se deslocar todos os dias, mesmo que o aeroporto fique muito distante do centro. Às vezes, o centro da cidade está à apenas um percurso longo de ônibus, mas talvez não seja tão complicado e nem exija longas caminhadas. Pesquise as alternativas e não tenha medo do transporte público. Em todas minhas viagens de avião, tanto no Brasil quanto no exterior, utilizei apenas uma única vez um transfer do hostel para o aeroporto e isso porque era de madrugada e eu infelizmente ainda estava com uma mala grande. Mais um motivo para viajar com pouca mala. Sempre deu tudo certo, mas sempre pesquisei a respeito com antecedência.


12) Pesquise passagens de ida e volta separadas

Especialmente se a primeira e a última cidade do seu roteiro forem diferentes, pode ser mais barato comprar a ida e a volta separada. Já fiz e deu certo. Vale a pena fazer as cotações comprando as passagens juntas e separadas. Ainda, pense no seu roteiro com antecedência, pois comprar passagem de ida e volta para uma mesma cidade e ter que voltar a ela apenas para pegar o vôo de retorno, pode não valer a pena, pois gastará dinheiro e tempo, às vezes pode valer mais a pena que a volta seja pela última cidade do roteiro, seja comprando junta com a ida, seja comprando separada.


13) Vá ao supermercado

Descubra se existe um supermercado próximo do seu hostel/hotel e vá até ele para comprar água e pequenos lanches. Eu faço do supermercado meu melhor amigo e ainda descubro produtos diferentes.


14) Pesquise as atrações

Pesquise quais são as atrações do lugar que estará visitando, quais os horários, dias e preços e veja avaliações de outros viajantes (TripAdvisor é excelente nessa hora) e analise se elas são realmente do seu interesse e valem o custo que representam. Ir somente por ir em algo que não é do seu gosto e estilo não faz sentido e gasta um tempo que já é limitado e que poderia ser utilizado em algo mais “a sua cara”.


15) Deixar roteiros anotados com alguém

Por último, após tudo planejado, recomendo deixar seu roteiro anotado com alguém. Dados dos vôos, contatos do hotel ou hostel e itinerário básico são informações importantes que alguém que fica deve conhecer. Em caso de emergência pode ser necessário. Ficar totalmente incomunicável, com todo mundo ignorando sua localização, não é legal.


Observação: todos os sites e serviços mencionados aqui já foram utilizados por mim, mas não recebo nenhum tipo de patrocínio ou favorecimento por mencioná-los.




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

(500) dias com ela






“(500) dias com ela” ou “(500) days of Summer” no original é um filme de 2009 que classifico como “uma comédia romântica às avessas”. Em vez de acompanharmos um casal fofo que se conhece, enfrenta as dificuldades do relacionamento com risos e diversão e finalmente ficam juntos e felizes para sempre, acompanhamos a saga de Tom, personagem de Joseph Gordon-Levitt, para superar o aparentemente inexplicável fora que levou de sua namorada Summer, personagem de Zooey Deschanel. Acompanhamos Tom relembrando os dias felizes que passou com Summer e tentando entender o que de fato aconteceu. Podemos ver Tom como um cara bacana que foi descartado por alguém sem coração como Summer e/ou ver que Tom era imaturo e idealizou um relacionamento que não era como ele imaginava. No entanto, esse não é meu ponto, acho que não é o caso de alguém estar certo ou errado. Nos assuntos do coração nem sempre há certo ou errado, às vezes a pessoa somente não quer ou não pode corresponder ao nosso afeto e é muito difícil entender ou buscar explicações. O melhor que podemos fazer é aprender e seguir em frente.
Quando assisti o filme, anos atrás, achei Tom um fofo e fiquei feliz de acompanhar ele se reerguendo pouco a pouco após um término tão doloroso. Em alguns momentos da vida também me identifiquei com a Summer que sempre deixou claro que não queria um relacionamento sério, que estava feliz de passar algum tempo com Tom, mas que não queria fazer planos para o futuro ou idealizar um romance, ela nunca enganou ninguém e isso fica claro ao acompanhar as memórias de Tom. Acho a Summer pé no chão e independente, só isso.
Meu ponto é uma das cenas finais, a do link acima, que mostra uma conversa entre Tom e Summer. Essa cena eu levei anos para entender. A declaração da Summer “eu só acordei um dia e soube” e “o que eu nunca tive certeza com você” quando tenta explicar a Tom o motivo de ter se casado com outro homem, somente fizeram total sentido para mim recentemente. E foi como um estalo, o mesmo estalo que a Summer teve provavelmente. Acho que com essa explicação Summer revela uma lucidez extraordinária.
Explico.
Acho que muitas pessoas surgem e fazem parte das nossas vidas. Entretanto nem sempre temos certeza em relação a elas. Já aconteceu comigo. Se analisarmos percebemos que elas não querem o mesmo que nós, não tem aquela “sintonia fina”, por mais adorável que seja estar com elas, não encaixa totalmente, não faz sentido. Nem sempre há razões claras para isso. Mesmo quando analisamos algumas pessoas que cruzaram nosso caminho e pareciam a nossa certeza, se for uma análise madura e desapegada, percebemos que no fundo havia algo que faltava ou algo que precisávamos fazer um esforço para encaixar.
Até que chega alguém e a gente sabe. Não que aquela pessoa seja o “príncipe/princesa encantado” idealizado e sonhado. É apenas mais um humano cruzando nosso caminho. Só que de repente, depois de muito amadurecer, como num estalo, a gente sabe e tem certeza que aquilo faz todo o sentido na nossa vida e é o que queremos, do fundo do coração.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Algumas palavras para ti


Eu sempre gostei de palavras. Palavras, frases, definições e longas descrições sempre me fascinaram. Nunca fui uma pessoa de silêncios. Gosto das coisas às claras e bem ditas. Falar sempre me ajudou a me entender e a entender o mundo. Por isso também amo ler e escrever, tudo na minha eterna tentativa de explicar a vida e os acontecimentos dos mais variados.
Até que tu chegaste. Com tanto em comum comigo, com uma forma de pensar e ver a vida e o mundo tão semelhantes como eu nunca pensei que seria possível até, mas com esse jeito calmo, com esses longos olhares e longos silêncios. E eu gostei dos nossos silêncios. Minha persistente necessidade de falar foi se abrandando.
E foi ficando difícil encontrar palavras para ti. Formar frases e fazer as longas descrições que sempre me fascinaram sobre nós e o quão incrível é ter te encontrado parece um tanto quanto limitador, pequeno demais para descrever a intensidade do nosso encontro... As palavras me escapam, não são suficientes. Qualquer coisa que eu diga parece que não será suficiente para descrever o que eu quero, seria como impor limites para algo que é muito mais livre e pleno.
É, acho que está aí uma boa palavra: plenitude. É como tu me fazes sentir e eu quero muito mais disso.
Uma vez eu te disse que não queria fazer promessas, que não acho certo prometer a alguém um futuro que não sabemos se virá ou não, se será ou não como pretendemos, que somente poderia te oferecer o meu presente. Acho que é mais maduro pensar assim, mas te digo que estar contigo é uma das melhores coisas que descobri e espero de coração que a vida me permita desfrutar da melhor companhia, a tua. No que depender de mim, farei o possível para aproveitar as oportunidades que tivermos e criar as oportunidades que estiverem ao meu alcance. Te ofereço a minha paciência, a minha vontade e a minha esperança.


Lenscope



Quando a gente encontra uma empresa legal, com um bom serviço e um bom atendimento ao cliente, algo tão raro em nosso país, temos mesmo que comentar!
Quem tem grau alto de miopia como eu - que uso óculos há 18 anos - sabe o quanto é caro  comprar lentes de alto índice em óticas por aí. Além do preço salgado, muitas vezes os vendedores mais nos confundem que nos ajudam. Comecei usar óculos já com cerca de 2 graus de miopia, com a lente orgânica baratinha e simples que atendia minha necessidade. Com os anos e o aumento do grau, passei para a lente Stylis 1.67 da Essilor que sempre foi excelente, mais leve, mais fina, mais transparente e com antirreflexo. Comecei então a pesquisar sobre o assunto, buscando informação sobre marcas e tipos de lentes para não ser enganada e conseguir o melhor custo benefício. Foi aí que descobri a Lenscope (https://lenscope.com.br/) oferecendo um serviço muito mais transparente, claro e principalmente mais barato.
A Lenscope vende para quem tem mais de 4 graus de miopia a lente Tokai 1.76. É uma lente japonesa, com antirreflexo, antirrisco e proteção UV e mais fina que outras lentes de resina como a Stylis 1.67 e 1.74 (essa segunda é sempre super cara nas óticas).
Já é a segunda vez que compro minhas lentes de óculos com a Lenscope. Escolho em uma loja física uma armação do meu gosto, encomendo as lentes com eles, envio minha armação e eles montam o óculos que chega certinho na minha casa. O processo todo é um pouquinho demorado - cerca de um mês - porque a lente não é fabricada no Brasil e precisa ser encomendada, mas o preço compensa e muito a espera! As informações no site são claras, esclarecedoras e vale a pena entrar lá, nem que seja para entender os tipos de lente de óculos existentes para cada caso de uma forma simples. Todos os e-mails que mandei para eles também foram sempre rapidamente respondidos com respostas precisas.
Chega de pagar uma fortuna por um óculos.
Para quem quiser, o meu código de desconto na Lenscope é ADRIANAR3152 para ganhar R$ 30 de desconto. Pagando com boleto bancário tem mais 5%.


terça-feira, 8 de janeiro de 2019

A maravilhosa sensação de deixar ir...



Sabe aquele momento em que nos reconciliamos com a vida e com nós mesmos e nossas decisões do passado e podemos deixar ir, o que quer que seja? Um lugar, uma pessoa, uma experiência, uma história... Momentos que fizeram parte da nossa vida de algum modo, mas sabemos que não voltarão mais, é um tempo que já passou. E está tudo bem ter passado.
Essa sensação de deixar ir é libertadora. É o momento em que percebemos que está tudo bem não termos algo que queremos, que está tudo bem aquela história ou situação da qual sentimos saudades ter terminado. Aceitamos que ficou no passado, que por mais saudade que tenhamos não vai mais voltar. Estamos prontos para deixar ir sem dor e continuar nosso caminho em busca de novas e melhores histórias.